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Infância

08.11.12

Não há água. Digo em voz alta: "Meninas, não há água". Elas estranham. Quando faltou a água, num dia qualquer, elas deveriam ser pequenas demais para correrem para a torneira. Desta vez, correram para a casa de banho. A torneira para cima e para baixo. Nem uma pinga. Um olhar gelado. Nunca lhes tinha acontecido. Deve ter passado um minuto quando correram de volta para o quarto, sem horários: "Ena, não podemos tomar banho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!". É motivo de festa aqui em casa. Mas a água faz tanta falta. E nós pensamos tão pouco nisso. Preparo um jantar caseiro mas very fast-food porque... não há água. Uma coisa má transforma-se numa coisa boa. Eu espero que aconteça o mesmo com o meu estado de recém-desempregada.  Na infância, os problemas são poucos. A mais pequena faz beiço porque o amigo da irmã - com quem ela diz que vai casar - não lhe deu um beijo de despedida à saída do colégio. A mais velha vinha feliz e aos pulos, com as meias enroladas junto aos tornozelos, duas bolachas Maria na mão e uma passa de alperce na boca.

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publicado às 20:00


1 comentário

De Paula Mello a 10.11.2012 às 16:18

Bendita infancia! É tudo tão deliciosamente simples!

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